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Prótese de Quadril: Quando É Indicada e Resultados

Recupere a mobilidade e alivie a dor com a prótese de quadril. Cirurgia para substituir a articulação desgastada por uma artificial, devolvendo a qualidade de vida.

Conviver com dor no quadril pode limitar coisas simples, como caminhar, subir escadas e colocar um sapato.

A prótese de quadril é uma cirurgia feita para trocar a articulação doente por uma artificial e, com isso, reduzir a dor e melhorar a função.

Este guia é informativo e não substitui avaliação com ortopedista. A indicação sempre depende do seu caso e dos seus exames.

O que é a prótese de quadril

A prótese de quadril, também chamada de artroplastia do quadril, é a substituição da articulação coxofemoral por componentes artificiais.

Na prática, o cirurgião troca a parte desgastada do osso da bacia e do fêmur por peças de metal, cerâmica e plástico médico, escolhidas para cada paciente.

Prótese total e prótese parcial: qual a diferença

Na prótese total, as duas superfícies da articulação são substituídas.

Na prótese parcial, apenas uma parte é trocada, que normalmente acontece em alguns tipos de fratura, quando o médico avalia que é a melhor opção.

Quando é indicada

A indicação mais comum é dor persistente e limitação para atividades do dia a dia, mesmo após tratamento conservador.

Em geral, o médico considera a cirurgia quando a dor atrapalha sono, trabalho, mobilidade e quando os exames mostram desgaste importante da articulação.

Situações que podem levar à indicação

As causas variam, mas alguns cenários são frequentes:

Sinais de que o tratamento conservador não está resolvendo

Nem toda dor no quadril precisa de cirurgia, mas alguns sinais pedem reavaliação com ortopedistas especialistas em lesões no quadril e reabilitação:

  • Dor que dura meses e não melhora com fisioterapia e remédios.
  • Dificuldade para caminhar, sentar, levantar e subir escadas.
  • Perda de movimento do quadril, com rigidez.
  • Dor que limita o sono e a rotina, mesmo com ajustes no estilo de vida.

Tipos de prótese e formas de fixação

Existem diferentes tipos de implantes e, principalmente, diferentes formas de fixar a prótese no osso.

A escolha considera idade, qualidade do osso, diagnóstico, nível de atividade e o plano de reabilitação.

Prótese cimentada

Na prótese cimentada, o implante é fixado com cimento ósseo.

Ela pode ser uma opção quando o osso é mais frágil ou quando o cirurgião avalia que essa fixação traz mais segurança para aquele perfil.

Prótese não cimentada

Na prótese não cimentada, a fixação acontece por encaixe e por um revestimento que permite o osso crescer e aderir ao implante, processo chamado osteointegração.

Ela é comum em pacientes com osso de boa qualidade e pode ser indicada quando o cirurgião busca uma fixação biológica ao longo do tempo.

Próteses “híbridas” e materiais de contato

Alguns casos usam combinação, como haste cimentada e componente do acetábulo não cimentado.

O médico também escolhe o par de contato, que é a combinação de cabeça e encaixe, como cerâmica com polietileno, de acordo com o seu caso.

Como é feita a cirurgia

A cirurgia geralmente é feita com anestesia geral ou bloqueios que deixam a região anestesiada, com você acordado ou sedado.

O objetivo é remover a cartilagem e osso doentes, posicionar os componentes da prótese e restaurar o alinhamento e a função do quadril.

Preparação antes da cirurgia

Antes do procedimento, é comum fazer exames de sangue, avaliação clínica e exames de imagem.

O médico também orienta ajustes de medicamentos e investiga riscos, como infecções ativas em outras partes do corpo.

Internação e primeiros passos para andar

Muitas pessoas conseguem ficar em pé e dar passos com auxílio logo nas primeiras 24 horas, com orientação da equipe.

A alta pode acontecer no mesmo dia, no dia seguinte ou após alguns dias, dependendo da técnica, do controle da dor e das condições de saúde.

Recuperação e reabilitação: o que esperar

A recuperação tem fases. No começo, o foco é controlar a dor, proteger a ferida e voltar a caminhar com segurança.

Depois, o objetivo é recuperar a força, equilíbrio e movimento, com exercícios guiados pela fisioterapia.

As primeiras semanas

É comum usar andador, muletas ou bengala por um período, que varia conforme a orientação do cirurgião.

Também é importante seguir as orientações sobre curativo, banho e sinais de inflamação no local da cirurgia.

Quando voltar a trabalhar, dirigir e fazer atividades

O tempo muda bastante. Trabalhos mais leves podem voltar mais cedo, enquanto atividades que exigem esforço, longas caminhadas ou carregar peso podem demorar mais.

Dirigir depende do lado operado, do controle de dor, do tempo sem medicações que dão sonolência e da liberação do médico.

Exercícios e esportes após a prótese

Depois de liberado, muita gente volta a atividades de baixo impacto, como caminhada, natação, bicicleta e musculação orientada.

Em geral, atividades com impacto repetido, como corrida e saltos, tendem a ser desencorajadas, porque aumentam desgaste e risco de problemas no implante.

Riscos e complicações possíveis

A cirurgia de prótese de quadril é bastante realizada e, no geral, tem bons resultados, mas não é “zero risco”.

As complicações variam, e os riscos dependem de saúde geral, idade, doenças crônicas e cuidados no pós-operatório.

Complicações que podem acontecer

Alguns exemplos:

  • Infecção superficial ou profunda.
  • Coágulos sanguíneos nas pernas, com risco de trombose.
  • Luxação, quando a cabeça da prótese sai do encaixe.
  • Soltura do implante ao longo dos anos, por desgaste ou outros fatores.
  • Fraturas ao redor da prótese e, mais raramente, lesão de nervos ou vasos.

Sinais de alerta para procurar atendimento rápido

Procure orientação médica se ocorrer:

  • Febre persistente ou calafrios.
  • Vermelhidão que piora, secreção ou aumento de dor na ferida.
  • Falta de ar súbita ou dor no peito.
  • Inchaço importante e dor na perna, especialmente na panturrilha.
  • Dor forte com sensação de “desencaixe” e dificuldade para mover a perna.

Resultados esperados e durabilidade da prótese

O benefício mais esperado é redução importante da dor e melhora da capacidade de caminhar e fazer tarefas diárias.

A durabilidade do implante varia. Muitos pacientes mantêm a prótese por muitos anos, e alguns casos podem precisar de cirurgia de revisão no futuro.

O que ajuda a prótese a durar mais

Alguns cuidados fazem diferença ao longo do tempo:

  1. Manter peso adequado e fortalecer a musculatura com orientação.
  2. Preferir atividades de baixo impacto na rotina.
  3. Fazer acompanhamento periódico em centro ortopédico com atendimento humanizado, mesmo sem dor.
  4. Procurar avaliação se surgir dor nova, estalos, instabilidade ou perda de função.

Perguntas frequentes

    A prótese de quadril é indicada para qualquer pessoa com dor?

    Não. A indicação depende de causa, intensidade da dor, limitação funcional e resposta ao tratamento conservador. Muitas dores melhoram com fisioterapia, fortalecimento, controle de peso e medicações, sem cirurgia. Quando a dor persiste por meses, limita a vida diária e os exames mostram desgaste avançado, o ortopedista pode considerar a prótese como opção.

    Quanto tempo dura uma prótese de quadril?

    A durabilidade varia com idade, tipo de implante, peso e nível de impacto nas atividades. Muitos implantes funcionam bem por muitos anos, e há dados de registros mostrando boa sobrevida em 10 a 20 anos. Mesmo assim, nenhuma prótese é “para sempre”. Por isso, o acompanhamento regular ajuda a detectar sinais precoces de desgaste e evitar problemas maiores.

    Em quanto tempo vou voltar a andar sem apoio?

    Muitas pessoas começam a andar com apoio ainda no hospital ou nos primeiros dias. O tempo para largar andador, muletas ou bengala varia conforme força muscular, equilíbrio, dor e tipo de fixação do implante. Em algumas situações, a transição é rápida. Em outras, pode levar semanas. O mais seguro é seguir o plano de fisioterapia e a orientação do cirurgião.

    Quais exercícios posso fazer depois da cirurgia?

    No início, os exercícios são simples e focados em circulação, mobilidade e ativação muscular. Com o tempo, a fisioterapia avança para fortalecimento e treino de marcha. Depois da liberação médica, atividades de baixo impacto, como caminhada, natação, bicicleta e musculação orientada, costumam ser bem toleradas. Exercícios de alto impacto podem acelerar desgaste e aumentar risco de complicações.

    A prótese pode soltar ou sair do lugar?

    Pode, mas não é o mais comum. A luxação costuma acontecer nos primeiros meses, quando há maior vulnerabilidade do quadril e movimentos proibidos. A soltura, por outro lado, pode ocorrer ao longo dos anos por desgaste, sobrecarga, trauma ou, em alguns casos, infecção. Dor nova, instabilidade, cliques e perda de função merecem avaliação para investigar o implante.

    Quando devo procurar atendimento com urgência?

    Procure ajuda se tiver febre persistente, calafrios, secreção, vermelhidão crescente ou dor que piora na ferida. Falta de ar súbita, dor no peito e inchaço doloroso na perna também são sinais de alerta. Além disso, dor forte com dificuldade de mover a perna, sensação de “desencaixe” ou instabilidade pode indicar luxação e precisa de avaliação rápida.

    Dr. Tiago Bernardes

    Especialista em cirurgia do quadril em Goiânia, CRM/GO 12345 e RQE 6789. Graduação em Medicina (ESCS/DF), residência em Ortopedia e Traumatologia (HC/UFG) e especialização em Cirurgia do Quadril (HGG). Membro da SBOT e SBQ. Preceptor no HUGOL e CRER, staff de Cirurgia do Quadril no COE.

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