Tipos de prótese de joelho: como escolher a ideal
Entenda indicações, diferenças e durabilidade dos tipos de prótese de joelho, com vantagens, riscos e recuperação.
Antes da cirurgia, entender os tipos de prótese de joelho traz clareza para decidir com segurança.
Cada modelo tem indicações específicas, níveis de estabilidade, maneiras de fixação e expectativas diferentes de durabilidade.
Independentemente da escolha, o objetivo é aliviar a dor, corrigir deformidades e devolver a função.
Quando a prótese de joelho é indicada
Dor persistente, limitação para caminhar, subir escadas e deformidade em varo ou valgo costumam acender o alerta.
Exames de imagem mostram o desgaste da cartilagem e ajudam a definir o plano cirúrgico, porém, a decisão é conjunta entre paciente e equipe, considerando impacto na qualidade de vida e falha do tratamento clínico.
Tipos de prótese de joelho
Confira abaixo os diferentes tipos de prótese de joelho, suas características e respectivas indicações:
Prótese unicompartimental (parcial)
Substitui apenas um compartimento do joelho, seja medial, lateral ou patelofemoral. Preserva mais o osso e mantém os ligamentos cruzados.
Indicação: artrose localizada, alinhamento próximo do ideal e estabilidade ligamentar.
Vantagens: corte ósseo menor, recuperação mais rápida, sensação mais natural.
Pontos de atenção: não resolve desgaste em outras áreas. Se a doença avançar, pode ser necessário converter para prótese total.
Prótese bi-unicompartimental
Combina duas próteses parciais no mesmo joelho, por exemplo, tibiofemoral medial com patelofemoral. Mantém a biomecânica próxima do natural quando os ligamentos estão íntegros.
Indicação: desgaste em dois compartimentos, sem instabilidade importante.
Desafio técnico: demanda planejamento e execução precisos para equilibrar os espaços articulares.
Prótese total de superfície (primária)
Troca as superfícies femoral e tibial, com ou sem componente patelar. É a escolha mais comum na primeira artroplastia em artrose difusa.
Desenhos frequentes: CR (preserva o ligamento cruzado posterior), PS (substitui a função do LCP com came e ressalto), plataforma rotatória (melhora a rotação tibial).
Indicação: artrose tricompartmental, deformidades moderadas e falha do tratamento conservador.
Próteses totais com maior estabilidade
Semi-constrita: aceita hastes, calços e cones para preencher os defeitos ósseos e reforçar a estabilidade. Útil em revisões e em alguns casos complexos primários.
Constrita em dobradiça: conecta o fêmur e tíbia por um eixo, dispensando ligamentos periféricos. Indicação em instabilidade grave e grandes perdas ósseas. Mobilidade mais restrita e maior demanda mecânica nos implantes.
Megaprótese ou endoprótese tumoral
Substitui segmentos extensos de osso com módulos metálicos. Indicada em tumores, perdas ósseas massivas ou falhas repetidas.
É totalmente constrita e requer ressecções amplas.
Componentes e materiais
A maioria combina peças metálicas femorais e tibiais com um inserto de polietileno entre elas, podendo incluir componente patelar.
Há opções com revestimentos porosos para crescimento ósseo e polietilenos de alta resistência ao desgaste.
Fixação: cimentada ou não cimentada
- Cimentada: usa cimento ósseo para estabilizar os componentes, com fixação imediata e ampla experiência clínica.
- Não cimentada: depende do encaixe press-fit e do crescimento do osso na superfície porosa. Pode ser opção em ossos de boa qualidade.
Durabilidade e revisão
O desempenho depende de técnica, alinhamento, peso corporal, nível de atividade e cuidados no pós-operatório.
Ao longo dos anos, pode ocorrer desgaste do polietileno, soltura dos componentes ou instabilidade.
Nessas situações, indica-se cirurgia de revisão, com implantes semi-constritos ou constritos e possível uso de hastes, calços e cones.
Riscos e como reduzir problemas
Infecção, trombose, rigidez e desequilíbrios ligamentares estão entre as complicações possíveis.
Controle de doenças clínicas, otimização nutricional, cessar tabagismo e fisioterapia orientada ajudam a reduzir riscos.
Recuperação e reabilitação
O processo de recuperação envolve:
- Internação curta.
- Deambulação precoce com andador ou muletas.
- Fisioterapia focada em extensão completa, flexão progressiva e fortalecimento do quadríceps.
- Dispositivos de apoio são retirados quando a marcha fica estável e o controle muscular melhora.
Qual é o melhor entre os tipos de prótese de joelho
Não existe um único melhor para todos. A escolha considera localização do desgaste, deformidade, integridade dos ligamentos e metas do paciente.
Em artrose localizada, a parcial pode oferecer recuperação mais rápida, já em desgaste difuso ou instabilidade, a total de superfície costuma ser preferida.
Casos complexos pedem modelos com maior estabilidade.
Se houve a indicação de prótese de joelho para a sua condição e você tem ainda dúvida sobre qual é o melhor tipo, agende uma consulta no COE Ortopedia Goiânia e receba todas as orientações.
FAQs
Prótese parcial dura tanto quanto a total?
A durabilidade depende de alinhamento, técnica e uso no dia a dia. Em pacientes bem selecionados, a parcial tem excelente desempenho, mas pode precisar de conversão se outro compartimento degenerar.
Quando a prótese constrita é necessária?
Quando há instabilidade ligamentar importante ou grandes perdas ósseas. O mecanismo em dobradiça entrega estabilidade mesmo sem ligamentos periféricos funcionais.
Fixação com cimento é melhor?
É a mais usada por oferecer fixação imediata e ampla experiência. A não cimentada pode ser indicada em ossos de boa qualidade, conforme avaliação do cirurgião.
Sempre é preciso trocar a patela?
Nem sempre. A decisão considera desgaste patelofemoral, qualidade da cartilagem e o desenho do implante escolhido.
Quanto tempo até voltar a dirigir?
Em média entre 3 e 6 semanas, variando com lado operado, controle da dor e força muscular. A liberação é individualizada.



