12 Tipos de Lesões no Joelho: Principais, Causas e Tratamento
Conheça os principais tipos de lesões no joelho, de ligamentos e meniscos à cartilagem. Entenda as causas, sintomas e tratamentos para cada condição.

Os tipos de lesões no joelho vão de entorses leves até rupturas de ligamentos, fraturas e desgaste da cartilagem.
Como essa articulação suporta o peso do corpo, pequenas alterações já podem causar dor e limitação.
Entender o que costuma machucar o joelho ajuda a reconhecer sinais de alerta, consultar ortopedistas especialistas em lesões e reabilitação na hora certa e evitar piora.
A seguir, você encontra as lesões mais frequentes, além de orientações de diagnóstico, tratamento e prevenção.
12 tipos de lesões no joelho
Existem lesões traumáticas, que surgem após uma torção ou queda, e lesões por sobrecarga, que aparecem aos poucos. Em muitos casos, a dor até melhora, mas o joelho segue instável ou inflamado.
1) Lesão do ligamento cruzado anterior (LCA)
A lesão do LCA costuma acontecer em mudanças rápidas de direção, aterrissagens de salto e desacelerações bruscas.
É comum haver estalo, inchaço nas primeiras horas e sensação de que o joelho “falha”.
O tratamento pode ser conservador com fisioterapia em casos selecionados, mas rupturas completas em pessoas ativas frequentemente exigem reconstrução de LCA e reabilitação bem estruturada.
2) Lesão do ligamento cruzado posterior (LCP)
O LCP costuma lesionar em impactos diretos na frente da tíbia, como quedas ou colisões, e também em alguns esportes de contato. Pode causar dor, derrame articular e dificuldade para apoiar o peso.
Casos leves ou isolados muitas vezes melhoram com imobilização temporária e fisioterapia. Lesões mais graves, ou associadas a outras estruturas, podem exigir abordagem cirúrgica.
3) Lesão do ligamento colateral medial (LCM)
O LCM fica na parte interna do joelho e pode romper quando uma força empurra o joelho para dentro. A dor geralmente é interna, com sensibilidade local e instabilidade ao caminhar.
Grande parte das lesões do LCM melhora com tratamento conservador, com repouso relativo, proteção com órtese e fortalecimento progressivo. A decisão depende do grau da lesão e da estabilidade.
4) Lesão dos meniscos
Os meniscos são amortecedores em formato de C que ajudam na estabilidade. As lesões aparecem após torções com o pé apoiado no chão, mas também podem ser degenerativas com o tempo.
Dor na linha articular, inchaço que surge em horas ou dias e travamento são sinais típicos. O tratamento varia entre fisioterapia e, quando há bloqueio persistente ou falha do conservador, artroscopia.
5) Tendinite patelar
Conhecida como “joelho do saltador”, a tendinite patelar é uma sobrecarga do tendão que liga a patela à tíbia. É comum em esportes com saltos, corrida e agachamentos repetidos.
A dor costuma ser na frente do joelho e piora com esforço, melhorando com repouso. O tratamento envolve ajuste de carga, fisioterapia e fortalecimento, com foco na mecânica e no controle de dor.
6) Condromalácia patelar
A condromalácia patelar é o desgaste ou amolecimento da cartilagem atrás da patela, muitas vezes ligado a desalinhamentos e sobrecarga.
A dor aparece na parte anterior do joelho, especialmente ao subir escadas ou ficar sentado por muito tempo.
O tratamento normalmente é conservador, com fortalecimento de quadríceps e quadril, correção de padrões de movimento e controle de volume de treino.
Em alguns casos, o médico pode indicar infiltrações ou outras medidas.
7) Luxação patelar
A luxação ocorre quando a patela sai do lugar, geralmente para a lateral, após torções ou traumas. Além da dor, pode haver inchaço rápido e sensação clara de “joelho fora do lugar”.
Após a redução e avaliação médica, o tratamento pode incluir imobilização curta e fisioterapia para estabilidade.
Episódios de repetição, instabilidade anatômica ou lesões associadas podem levar à indicação cirúrgica.
8) Fraturas
Fraturas podem atingir patela, fêmur distal ou tíbia proximal, geralmente após quedas ou impactos fortes. Dor intensa, deformidade, incapacidade de apoio e aumento rápido do inchaço são sinais importantes.
Esse tipo de lesão exige avaliação imediata e exames de imagem, como radiografia. O tratamento varia de imobilização a cirurgia, dependendo do alinhamento e da estabilidade óssea.
9) Lesão do tendão do quadríceps
A lesão do tendão do quadríceps pode ser estiramento ou ruptura, muitas vezes após um esforço forte com o joelho parcialmente flexionado.
Quando a ruptura é completa, a pessoa pode não conseguir esticar a perna.
Dor, inchaço e hematoma podem aparecer rapidamente. Rupturas parciais pequenas podem responder a tratamento conservador, mas rupturas completas costumam precisar de cirurgia e reabilitação.
10) Artrose no joelho
A artrose é a degeneração progressiva da cartilagem e pode causar dor crônica, rigidez e limitação funcional. Fatores como idade, sobrepeso, histórico de lesões e desalinhamentos aumentam o risco.
O tratamento é baseado em controle de dor, fortalecimento, ajustes de atividade e, quando indicado, infiltrações. Em quadros avançados, procedimentos cirúrgicos podem ser discutidos com o especialista.
11) Síndrome do corredor (banda iliotibial)
Essa síndrome é uma dor na parte lateral do joelho, comum em corredores e ciclistas, ligada a atrito e sobrecarga do trato iliotibial. A dor costuma piorar ao correr, especialmente em descidas.
O tratamento envolve reduzir o volume de treino por um período, corrigir biomecânica e fortalecer quadril e coxa.
Alongamentos e estratégias de reabilitação guiadas por fisioterapeuta ajudam a evitar recidiva.
12) Síndrome de Osgood-Schlatter
Mais comum em adolescentes, a síndrome de Osgood-Schlatter é uma irritação na região abaixo da patela, onde o tendão patelar se prende na tíbia.
Ela piora com corrida, saltos e fases de crescimento acelerado.
A melhora geralmente vem com ajuste de atividade, gelo e alongamentos orientados. Se houver dor fora do padrão, calor local ou inchaço importante, vale reavaliar para excluir outras causas.
Causas e fatores de risco
As lesões no joelho podem ter origem traumática, como torções e quedas, ou aparecer por sobrecarga repetida.
Em ambos os casos, desalinhamentos, fraqueza muscular e técnica inadequada aumentam a chance de lesão.
Fatores que pesam mais no risco:
- Mudanças bruscas de direção, giros e aterrissagens de salto.
- Aumento rápido de volume de treino, sem adaptação.
- Fraqueza de quadríceps, glúteos e musculatura do core.
- Falta de aquecimento e recuperação inadequada.
- Excesso de peso e sedentarismo.
- Calçados inadequados e superfícies muito duras.
Sintomas: o que observar
Nem toda dor significa lesão grave, mas alguns sinais pedem atenção. Em geral, o local da dor e o tipo de limitação ajudam a suspeitar da estrutura envolvida.
Sintomas comuns em diferentes lesões incluem:
- Dor localizada (frente, lateral, interna ou atrás do joelho).
- Inchaço ou derrame articular.
- Sensação de instabilidade ou “falseio”.
- Travamento ou bloqueio para dobrar e esticar.
- Estalos acompanhados de dor ou perda de função.
- Rigidez e limitação nas atividades diárias.
Sinais de alerta para procurar atendimento no mesmo dia
Se houver incapacidade de apoiar o peso, deformidade, dor intensa após trauma ou piora rápida do inchaço, procure avaliação imediata em um centro de ortopedia com avaliação completa.
Febre, vermelhidão importante e calor local também merecem investigação.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa com a história do trauma, o padrão da dor e o exame físico. Testes específicos ajudam a avaliar ligamentos, meniscos e a estabilidade da patela.
Exames de imagem entram quando há suspeita de fratura, lesão importante ou sintomas persistentes.
Radiografia ajuda a excluir fraturas e artrose, enquanto a ressonância magnética é útil para ligamentos, meniscos e cartilagem.
Como prevenir lesões no joelho
Prevenção não é só alongar, envolve treinar com boa progressão e corrigir padrões de movimento. A combinação de força, técnica e recuperação é a melhor proteção no longo prazo.
Boas práticas que ajudam bastante:
- Fortalecer quadríceps, posteriores, glúteos e panturrilhas.
- Treinar controle de aterrissagem e mudanças de direção.
- Aumentar carga e volume de treino de forma gradual.
- Aquecer antes e desacelerar o corpo ao final do treino.
- Dormir bem e respeitar dias de recuperação.
- Tratar dores precoces antes que virem lesões maiores.
Perguntas frequentes
Quais são as lesões mais comuns no joelho?
As mais comuns incluem lesões de ligamentos (como LCA e colaterais), lesões meniscais, tendinite patelar e problemas da cartilagem, como condromalácia e artrose. Em esportes, torções e mudanças de direção aumentam o risco. No dia a dia, quedas e sobrecarga repetida também são frequentes. Uma avaliação clínica ajuda a diferenciar cada quadro.
Como saber se a dor no joelho é lesão?
Dor persistente, inchaço, travamento, falseio e perda de mobilidade sugerem lesão estrutural. Em traumas, estalo seguido de inchaço rápido é um sinal importante, especialmente para ligamentos. Quando a dor limita caminhar, subir escadas ou treinar, vale procurar avaliação. O exame físico e, se necessário, imagem confirmam a causa.
Todo caso de lesão precisa de cirurgia?
Não. Muitas lesões melhoram com fisioterapia, fortalecimento e ajuste de atividade, especialmente nas lesões leves e moderadas. A cirurgia costuma ser reservada para fraturas instáveis, rupturas completas com instabilidade, meniscos com bloqueio persistente e casos que não evoluem com tratamento conservador. A decisão depende do tipo de lesão e do objetivo funcional.
Quais exames ajudam a confirmar o diagnóstico?
O médico começa pelo exame físico e decide se precisa de imagem. A radiografia é útil para excluir fraturas e avaliar sinais de artrose. A ressonância magnética detalha tecidos moles, como ligamentos, meniscos e cartilagem, e costuma ser o exame mais completo quando há dúvida. Em alguns casos, ultrassom auxilia em tendões e derrames.



