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PRP ou Viscossuplementação no Joelho: Qual a Diferença?

Saiba como escolher entre PRP ou viscossuplementação no joelho, quais são seus objetivos e por que a avaliação individual orienta a escolha.

PRP ou viscossuplementação no joelho são opções de infiltração que podem fazer parte do tratamento da artrose e de outros quadros selecionados.

Apesar de serem aplicados dentro da articulação, os dois procedimentos usam substâncias diferentes e não têm o mesmo objetivo.

A escolha depende do diagnóstico, do grau de desgaste, da intensidade dos sintomas, da idade, do nível de atividade e dos tratamentos já realizados.

Nenhuma dessas técnicas deve ser indicada apenas com base no resultado de uma radiografia ou ressonância.

O que é PRP no joelho?

PRP é a sigla para plasma rico em plaquetas. O preparo começa com a coleta de uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente. Esse material passa por centrifugação para concentrar as plaquetas e, depois, é aplicado na região indicada.

As plaquetas liberam substâncias envolvidas na resposta biológica dos tecidos. Na artrose do joelho, o objetivo é controlar os sintomas, reduzir a atividade inflamatória e favorecer a melhora da função em pacientes bem selecionados.

No Brasil, a Resolução CFM nº 2.464/2026 autorizou o uso do PRP em condições osteomusculares específicas como tratamento complementar. A norma proíbe promessas de cura, regeneração garantida ou substituição de uma cirurgia já indicada.

O que é viscossuplementação?

A viscossuplementação é feita com ácido hialurônico, substância que também está presente no líquido sinovial. Sua aplicação busca melhorar as propriedades de lubrificação e amortecimento dentro da articulação.

O tratamento pode ser considerado para aliviar dor e rigidez em alguns pacientes com artrose. Ele não recompõe a cartilagem perdida e não corrige desalinhamentos, lesões meniscais importantes ou instabilidade ligamentar.

A resposta varia bastante. Parte dos pacientes percebe melhora, enquanto outros apresentam pouco benefício. Diretrizes internacionais divergem sobre o uso rotineiro do ácido hialurônico, reforçando a necessidade de selecionar cada caso com cuidado.

Quais são as principais diferenças?

As diferenças mais importantes estão na origem da substância e na proposta do tratamento:

  • PRP: é preparado com o sangue do próprio paciente e busca modular a resposta inflamatória e biológica da articulação.
  • Viscossuplementação: utiliza ácido hialurônico e procura melhorar a lubrificação e o comportamento mecânico do líquido articular.
  • Preparo: o PRP exige coleta e centrifugação; o ácido hialurônico já vem pronto para aplicação.
  • Indicação: ambos podem ser considerados na artrose, mas o perfil ideal muda conforme o estágio da doença e os sintomas.
  • Resultado: nenhum deles garante melhora ou deve ser apresentado como método capaz de reconstruir a cartilagem.

PRP ou viscossuplementação no joelho: qual é melhor?

Não existe uma resposta única. Estudos comparativos apontam que o PRP no joelho pode alcançar resultados superiores ao ácido hialurônico em dor e função em alguns grupos, especialmente durante acompanhamentos mais longos.

Os protocolos de preparo do PRP e a qualidade das pesquisas ainda variam muito. Esse cenário impede a criação de uma regra válida para todos os pacientes.

O ortopedista precisa avaliar o grau da artrose, o local da dor, o alinhamento da perna, o peso corporal, a presença de derrame, as limitações funcionais e os objetivos do paciente.

Em casos mais complexos, uma equipe de especialistas em ortopedia com diferentes áreas de atuação pode ajudar a organizar um plano que inclua fisioterapia, fortalecimento, controle de carga, medicamentos e outros procedimentos.

Os tratamentos podem ser combinados?

A combinação entre PRP e ácido hialurônico vem sendo estudada e pode ser considerada em situações selecionadas, mas não significa que aplicar os dois seja sempre melhor.

A decisão deve levar em conta o diagnóstico, os riscos, o custo, a resposta aos tratamentos anteriores e a experiência do médico. A infiltração precisa fazer parte de uma estratégia mais ampla, sem ser tratada como medida isolada.

Tire suas dúvidas

Dor persistente, inchaço recorrente, perda de movimento ou dificuldade para caminhar precisam de avaliação médica.

Procurar uma clínica ortopédica com tratamento de ponta permite investigar a causa dos sintomas e entender se PRP, viscossuplementação ou outra conduta faz sentido para o seu joelho.

Perguntas frequentes

PRP é melhor que ácido hialurônico para artrose?

Alguns estudos mostram vantagem do PRP em determinados pacientes, mas a escolha depende do estágio da artrose, dos sintomas e do perfil clínico.

Quanto tempo dura o efeito da infiltração?

A duração é variável. Algumas pessoas percebem melhora por meses, enquanto outras respondem por menos tempo ou não apresentam benefício relevante.

PRP e viscossuplementação regeneram a cartilagem?

Não há garantia de regeneração da cartilagem. O objetivo principal é aliviar sintomas e melhorar a função quando existe indicação adequada.

A aplicação no joelho dói?

Pode ocorrer desconforto durante a infiltração e sensibilidade nas horas seguintes. Dor intensa, febre, vermelhidão crescente ou inchaço importante exigem contato médico.

Dr. Ulbiramar Correia

Especialista em ortopedia de joelho, CRM/GO 11552, SBOT 12166 e RQE 7240. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma Esportivo (SBRATE) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

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