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Patela do Joelho Fora do Lugar: O Que Fazer

Saiba o que fazer quando a patela do joelho sai do lugar: primeiros socorros, tratamentos e como buscar a estabilização da articulação.

Na situação de patela do joelho fora do lugar, pare a atividade, mantenha a perna apoiada e evite caminhar. Não tente empurrar a rótula para a posição normal por conta própria, pois podem existir fraturas ou lesões na cartilagem.

Mesmo quando a patela saiu do lugar e voltou sozinha, o joelho deve ser avaliado. O episódio pode lesionar ligamentos e deixar pequenos fragmentos dentro da articulação sem sinais visíveis imediatos.

A luxação da patela normalmente acontece após uma torção, mudança rápida de direção, queda ou impacto. Em algumas pessoas, alterações anatômicas aumentam a chance de o problema aparecer novamente.

Patela fora do lugar: o que fazer na hora?

Quando a patela permanece deslocada, a prioridade é proteger o joelho até receber atendimento médico. Movimentar a articulação ou tentar caminhar pode aumentar a dor e agravar uma lesão associada.

Algumas medidas simples ajudam enquanto a pessoa aguarda avaliação:

  • Pare imediatamente a atividade física.
  • Mantenha o joelho parado na posição mais confortável.
  • Apoie a perna com toalhas, roupas dobradas ou almofadas.
  • Não tente ficar em pé ou caminhar sobre a perna lesionada.
  • Não tente colocar a patela no lugar sozinho.
  • Procure atendimento médico o quanto antes.

A chamada redução, procedimento para colocar a patela novamente em sua posição, deve ser realizada por profissional habilitado. Antes ou depois da manobra, pode ser necessário verificar a presença de outras lesões.

E se a patela saiu do lugar e voltou sozinha?

É relativamente comum a patela se deslocar durante uma torção e retornar ao lugar logo depois. Isso não significa que o problema esteja resolvido ou que o joelho não tenha sofrido lesões.

Quem relata que a patela sai do lugar e volta pode apresentar dor, inchaço, sensação de falseio e insegurança ao caminhar. Uma avaliação médica ajuda a investigar fraturas, lesões da cartilagem e danos aos estabilizadores da patela.

Após o retorno espontâneo, gelo protegido por um pano pode ajudar no controle do inchaço, conforme orientação profissional. A retomada das atividades deve depender do diagnóstico e da evolução dos sintomas.

O que significa a patela do joelho fora do lugar?

A patela, também conhecida como rótula, fica na parte da frente do joelho. Durante a flexão e a extensão, ela desliza por um sulco do fêmur chamado tróclea.

Na luxação de patela, a rótula deixa completamente esse caminho, quase sempre deslocando-se para o lado externo. Quando ocorre apenas uma saída parcial, o quadro recebe o nome de subluxação patelar.

A pessoa também pode apresentar instabilidade sem uma luxação completa naquele momento. Nesse caso, são comuns relatos como patela do joelho solta, joelho falhando ao andar ou sensação de que a rótula está prestes a escapar.

Como saber se a patela saiu do lugar?

Os sinais dependem da intensidade do trauma e de a patela permanecer deslocada ou voltar espontaneamente. Algumas pessoas conseguem perceber claramente a rótula posicionada mais para o lado.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor súbita na região da patela.
  • Deformidade ou alteração do formato do joelho.
  • Inchaço que aparece rapidamente.
  • Dificuldade para apoiar a perna.
  • Sensação de falseio ou instabilidade.
  • Dificuldade para dobrar ou esticar o joelho.

Quando a patela está deslocada, a aparência pode ser bastante evidente. Porém, uma foto de joelho fora do lugar não permite avaliar cartilagem, ligamentos ou possíveis fraturas e não substitui o exame médico.

E quando não existe uma deformidade visível?

Se a patela já voltou para sua posição, o joelho pode parecer normal poucas horas depois. Ainda assim, dor na face interna da patela, derrame articular e medo de movimentar o joelho podem levantar suspeita de luxação recente.

O chamado teste de apreensão patelar também faz parte da avaliação ortopédica. Ele não deve ser reproduzido em casa, pois o exame precisa considerar o conjunto dos sintomas e a estabilidade da articulação.

Por que a patela sai do lugar?

A luxação pode acontecer em um joelho sem histórico anterior após uma torção ou trauma. Também existem pessoas com características anatômicas que tornam o encaixe da patela menos estável.

Um mecanismo frequente acontece quando o pé permanece apoiado e o corpo muda rapidamente de direção. Futebol, basquete, vôlei e outras atividades com giros e aterrissagens podem favorecer esse movimento.

Entre os fatores associados à instabilidade patelar estão:

  • Displasia da tróclea, quando o sulco femoral é mais raso.
  • Patela alta, que demora mais para entrar no sulco durante a flexão.
  • Aumento da lateralização da tuberosidade da tíbia.
  • Joelho valgo, conhecido como joelho em X.
  • Hiperfrouxidão dos ligamentos.
  • Alterações de força e controle muscular.

Esses fatores não significam que a pessoa obrigatoriamente terá uma luxação. Eles ganham maior importância quando aparecem em conjunto ou quando já ocorreram episódios anteriores.

Como é feito o diagnóstico do deslocamento da patela?

O diagnóstico começa pela história do episódio e pelo exame do joelho. O médico observa alinhamento, pontos dolorosos, inchaço, mobilidade, estabilidade e capacidade de apoiar a perna.

Mesmo quando a rótula retornou sozinha, exames podem ser necessários para descobrir o que aconteceu.

Por isso, vale consultar um ortopedista de joelho especializado para avaliar o quadro, principalmente diante de recorrência ou dificuldade para caminhar.

Os exames mais utilizados são:

  • Radiografias para avaliar alinhamento e pesquisar fraturas.
  • Ressonância magnética para investigar cartilagem e tecidos moles.
  • Tomografia em situações selecionadas para estudar a anatomia óssea.

A ressonância pode mostrar lesões no ligamento patelofemoral medial, conhecido como LPFM, além de alterações osteocondrais. A indicação de cada exame depende do primeiro atendimento e dos achados clínicos.

Como tratar a patela do joelho fora do lugar?

O tratamento muda conforme a idade, o mecanismo da lesão, os exames e o histórico de episódios. Também é necessário considerar fraturas, lesões de cartilagem e fatores que aumentam o risco de nova luxação.

Nem todo deslocamento precisa de cirurgia. Da mesma forma, repetir apenas o mesmo tratamento após várias luxações pode não resolver uma causa anatômica relevante.

Tratamento do primeiro episódio

Se a patela continuar deslocada, o primeiro passo médico é a redução. Depois, o profissional verifica a estabilidade do joelho e pesquisa possíveis danos associados.

Na ausência de uma lesão que exija operação, muitos primeiros episódios são conduzidos inicialmente sem cirurgia. O plano pode incluir proteção temporária da articulação e progressão gradual dos movimentos.

Conforme cada caso, o tratamento pode envolver:

  • Órtese ou imobilizador por período determinado.
  • Muletas enquanto houver dificuldade para apoiar a perna.
  • Controle da dor e do inchaço.
  • Recuperação gradual da amplitude de movimento.
  • Fisioterapia orientada.
  • Retorno progressivo às atividades.

Não existe um período de imobilização ideal para todos. Permanecer imóvel por tempo excessivo também pode favorecer rigidez e perda de força, por isso a conduta deve ser individualizada.

Fisioterapia para instabilidade patelar

A fisioterapia trabalha mais do que apenas o músculo localizado ao lado da patela. O controle do quadril, a força do quadríceps e a coordenação dos movimentos influenciam a estabilidade durante atividades cotidianas e esportivas.

O programa pode incluir fortalecimento de quadríceps e glúteos, treino de equilíbrio, propriocepção e melhora do padrão de movimento. A progressão depende de dor, inchaço, estabilidade e força.

O objetivo é recuperar a função sem criar uma falsa sensação de segurança. Exercícios inadequados ou retorno precoce ao esporte podem manter sintomas mesmo quando a patela parece estar no lugar.

Quando o joelho sai do lugar tem que fazer cirurgia?

Não necessariamente. Um primeiro episódio de luxação patelar sem lesões importantes associadas pode ser tratado de forma conservadora, dependendo da avaliação médica.

A cirurgia ganha maior espaço quando existem fragmentos osteocondrais, instabilidade persistente ou luxação recidivante da patela. Pessoas com fatores anatômicos importantes também precisam de uma análise individual do risco de novos deslocamentos.

Quando a patela sai do lugar repetidamente, o especialista procura entender qual estrutura está permitindo essa instabilidade. Não existe uma única cirurgia indicada para todos os pacientes.

Quais cirurgias podem ser indicadas?

Uma técnica utilizada em alguns casos é a reconstrução do ligamento patelofemoral medial. O LPFM ajuda a impedir que a patela se desloque excessivamente para o lado externo.

Dependendo da anatomia, podem ser necessários procedimentos ósseos associados. Entre eles estão a correção da tuberosidade da tíbia e, em situações selecionadas, intervenções na tróclea.

A escolha depende de fatores como:

  • Número de luxações anteriores.
  • Presença de patela alta.
  • Formato e profundidade da tróclea.
  • Alinhamento do membro inferior.
  • Lesões de cartilagem ou fragmentos soltos.
  • Idade e nível de atividade do paciente.

A decisão entre tratamento cirúrgico e não cirúrgico não deve ser baseada apenas no medo de uma nova luxação. As evidências mostram que essa escolha precisa considerar características individuais e as lesões encontradas.

Quanto tempo demora a recuperação de um deslocamento de patela?

O tempo de recuperação da luxação patelar varia bastante. Um paciente com primeiro episódio e sem lesões associadas terá uma evolução diferente de quem apresenta instabilidade recorrente ou passou por cirurgia.

É possível recuperar a marcha antes da função esportiva completa. Para voltar a correr, saltar ou mudar rapidamente de direção, o joelho precisa recuperar força, mobilidade e controle.

Em muitos casos, a reabilitação leva algumas semanas a vários meses. O retorno ao esporte deve seguir critérios funcionais, não apenas uma data fixa no calendário.

Antes da liberação, o profissional pode observar:

  • Ausência ou controle adequado da dor.
  • Ausência de inchaço relevante após exercícios.
  • Amplitude de movimento recuperada.
  • Força próxima à da outra perna.
  • Bom controle em agachamentos, saltos e mudanças de direção.
  • Ausência de sensação de apreensão ou falseio.

A pressa para retornar ao esporte pode aumentar a insegurança e dificultar a recuperação. A progressão costuma ser mais segura quando cada etapa é cumprida sem piora dos sintomas.

Como evitar que a patela fique saindo do lugar?

Depois de uma luxação, a prevenção começa pela identificação do motivo que favoreceu o episódio. Fortalecer o joelho ajuda, mas alterações anatômicas importantes não desaparecem apenas com exercícios.

A reabilitação deve considerar todo o membro inferior, incluindo quadril, joelho e controle do tronco. Técnicas de aterrissagem, mudança de direção e desaceleração também podem ser trabalhadas quando fazem parte da rotina do paciente.

Alguns cuidados úteis incluem:

  • Cumprir a fisioterapia pelo período recomendado.
  • Manter força de quadríceps e glúteos.
  • Evitar retorno esportivo antes da recuperação funcional.
  • Corrigir padrões de movimento quando necessário.
  • Investigar novos episódios de falseio ou deslocamento.
  • Manter acompanhamento quando houver instabilidade recorrente.

Uma joelheira pode ser utilizada temporariamente em situações específicas, mas não corrige sozinha as causas da instabilidade. A indicação deve fazer parte de um plano de tratamento mais amplo.

Perguntas frequentes

Minha patela sai do lugar e volta. Preciso procurar médico?

Sim. Mesmo quando a patela saiu do lugar e voltou espontaneamente, podem existir lesões da cartilagem, do LPFM ou pequenos fragmentos dentro da articulação. A avaliação também ajuda a identificar patela alta, displasia troclear e outros fatores associados à recorrência. Procure atendimento mais rapidamente se houver inchaço importante, bloqueio, muita dor ou dificuldade para apoiar a perna.

Como colocar a patela do joelho no lugar?

Não é indicado tentar colocar a patela do joelho no lugar em casa. Manipular uma articulação deformada sem avaliar possíveis fraturas ou outras lesões pode causar mais danos. Mantenha a perna imóvel e apoiada e procure atendimento. Quando necessária, a redução é feita por um profissional preparado para avaliar o joelho antes e depois do procedimento.

Patela do joelho solta tem tratamento?

Sim. O tratamento depende do que a pessoa chama de patela solta e da causa da instabilidade. Um episódio isolado pode responder bem à reabilitação, enquanto luxações repetidas exigem investigação mais detalhada. Alterações no formato da tróclea, patela alta, alinhamento ósseo e lesões ligamentares podem mudar a estratégia e, em alguns pacientes, levar à indicação cirúrgica.

Patela deslocada sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos primeiros episódios sem fratura osteocondral ou outra lesão relevante podem ser tratados inicialmente sem operação. Fisioterapia e recuperação progressiva fazem parte dessa abordagem. A cirurgia é considerada com maior frequência quando a patela fica saindo do lugar, existem fragmentos de cartilagem ou osso, instabilidade persistente ou fatores anatômicos que aumentam bastante o risco de recorrência.

Dr. Ulbiramar Correia

Especialista em ortopedia de joelho, CRM/GO 11552, SBOT 12166 e RQE 7240. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma Esportivo (SBRATE) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Atende como ortopedista de joelho no COE em Goiânia.

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