Fisioterapia

Para Que Serve O Choque Na Fisioterapia?

Descubra para que serve o choque na fisioterapia, como a eletroterapia ajuda a aliviar dores, reduzir inflamações e acelerar a recuperação de lesões musculares.

Para que serve o choque na fisioterapia é uma dúvida comum, porque “choque” virou um apelido para técnicas diferentes.

Na prática, esse nome pode indicar a eletroterapia, que usa correntes elétricas, ou a terapia por ondas de choque, que usa ondas acústicas.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação clínica com fisioterapeuta e, quando necessário, ortopedista.

A escolha do recurso, a dose e o número de sessões dependem do diagnóstico, do seu histórico e do objetivo da reabilitação.

O que significa “choque” na fisioterapia

Quando alguém fala em “choque”, geralmente está descrevendo uma sensação de formigamento ou pulsos na pele.

Isso costuma acontecer em recursos da eletroterapia, mas também existe a terapia por ondas de choque, que é outra coisa.

Choquinho e ondas de choque não são a mesma coisa

O “choquinho” é mais associado a aparelhos como TENS e estimulação elétrica neuromuscular, usados para dor e função.

Já as ondas de choque não são corrente elétrica, elas são pulsos mecânicos, semelhantes a ondas sonoras concentradas.

Por que a sensação varia tanto de pessoa para pessoa

A sensação depende do tipo de aparelho, da área do corpo, da sensibilidade local e do quadro tratado.

Mesmo quando há desconforto, a ideia é manter a sessão tolerável, sem piorar dor ou irritar a pele.

Para que serve o choque na fisioterapia no dia a dia da reabilitação

De forma simples, o choque na fisioterapia é um recurso para reduzir sintomas e acelerar a recuperação funcional.

Ele geralmente entra como parte do plano, junto com exercícios, terapia manual e mudanças de carga.

Em geral, os objetivos mais comuns são:

  • Analgesia e modulação da dor.
  • Redução de edema e inflamação local.
  • Diminuição de espasmo muscular e rigidez.
  • Facilitar ativação e fortalecimento muscular.
  • Estimular circulação e reparo tecidual.

É comum ver esse tipo de recurso em condições como:

Choquinho, eletroterapia e quando o fisioterapeuta indica

A eletroterapia usa correntes elétricas de baixa voltagem para modular a dor ou estimular a contração muscular.

Ela não é ultrapassada, mas precisa ser bem indicada e ajustada para cada objetivo terapêutico.

TENS para controle da dor e conforto na sessão

O TENS é um recurso de analgesia, frequentemente usado para reduzir a percepção de dor durante a reabilitação.

Ele pode ajudar em dores agudas ou crônicas, mas funciona melhor como complemento ao tratamento ativo.

Em geral, o foco é permitir que você se movimente melhor, treine com mais segurança e evolua exercícios com menos limitação.

Se houver indicação de uso domiciliar, isso deve ser orientado por profissional e com regras de segurança claras.

FES, corrente russa e estímulo para força e função

A FES e outras formas de estimulação elétrica podem ser usadas para recrutar a musculatura e treinar padrões funcionais.

Pode ser útil em fraqueza, atrofia por desuso e reeducação neuromuscular em fases específicas.

O objetivo é recuperar o controle motor e força, sem depender do aparelho para sempre.

Quando o plano é bem feito, o recurso diminui com o tempo, e os exercícios assumem o protagonismo.

Terapia por ondas de choque: para que serve e quando faz sentido

A terapia por ondas de choque aplica ondas acústicas na região-alvo para estimular respostas biológicas de reparo.

Ela é muito usada em quadros musculoesqueléticos crônicos, especialmente quando outros recursos não resolveram completamente.

Em ortopedia e fisioterapia, as indicações mais comuns são:

  • Fascite plantar e dor no calcanhar.
  • Tendinopatia do Aquiles e patelar.
  • Epicondilite lateral, o “cotovelo de tenista”
  • Tendinite calcária e calcificações em tendões
  • Síndrome dolorosa trocantérica, dor lateral no quadril.
  • Atraso de consolidação óssea em casos selecionados.

Ela pode reduzir a dor, melhorar a função e favorecer o retorno gradual às atividades, mas não é garantia de cura.

Em algumas situações, o problema estrutural continua exigindo fortalecimento, controle de carga e acompanhamento médico.

Como é uma sessão e o que você pode sentir

Antes de qualquer aplicação, o profissional deve avaliar seu caso e definir o objetivo daquela fase do tratamento.

Na eletroterapia, a sensação costuma ser de formigamento, batidas leves ou contrações controladas, sem dor forte.

Na terapia por ondas de choque, você pode sentir pulsos localizados, às vezes desconfortáveis, mas geralmente toleráveis.

Após a sessão, pode ocorrer sensibilidade local, vermelhidão discreta ou dor transitória por um ou dois dias.

Se a dor aumentar muito, aparecer hematoma importante ou houver piora funcional, é importante reavaliar rapidamente.

Quando não é indicado e quais cuidados de segurança importam

Essas técnicas são consideradas seguras quando bem indicadas e aplicadas por profissional capacitado.

Ainda assim, existem contraindicações e situações em que é melhor evitar, adiar ou adaptar o plano.

  • Na eletroterapia, atenção especial para marcapasso, epilepsia, gravidez e pele lesionada na área de aplicação.
  • Também se evita aplicar em regiões sensíveis como olhos e em áreas com perda importante de sensibilidade.
  • Na terapia por ondas de choque, costuma-se evitar na gravidez, presença de infecção ativa no local e tumor na área tratada.

Também pode haver restrições em distúrbios de coagulação, uso de anticoagulantes e aplicações sobre pulmões ou cavidades com ar.

Esses pontos não servem para assustar, e sim para reforçar que a indicação precisa ser individual.

Um bom atendimento em um centro especializado com plano de fisioterapia integrado explica riscos, benefícios, alternativas e como medir evolução ao longo das semanas.

Perguntas frequentes

    Choque na fisioterapia dói?

    Na maioria dos casos, o desconforto é leve e fica dentro do tolerável, sem dor forte.

    No “choquinho”, a sensação costuma ser de formigamento ou contrações controladas, ajustadas na hora.

    Nas ondas de choque, pode haver incômodo local durante a aplicação e sensibilidade depois, por pouco tempo.

    Quantas sessões costumam ser necessárias?

    O número de sessões varia conforme diagnóstico, fase da lesão, intensidade dos sintomas e resposta individual.

    Algumas pessoas melhoram em poucas sessões, enquanto outras precisam de ciclos mais longos, com reavaliações.

    O mais importante é acompanhar função, dor e capacidade de treino, não apenas “contar sessões”.

    Quem tem marca-passo pode fazer?

    Em geral, a eletroterapia exige cautela em quem tem marcapasso ou dispositivos implantáveis, com avaliação profissional.

    Há situações em que o recurso é evitado, e outras em que pode ser considerado com orientação especializada.

    Para ondas de choque, também existem cuidados com dispositivos implantáveis, então a conduta deve ser individualizada.

    Ondas de choque servem para fascite plantar e tendinite?

    Elas podem ser indicadas para fascite plantar e tendinopatias, especialmente quando o quadro é crônico.

    A proposta é reduzir dor e estimular reparo, permitindo que o fortalecimento e o controle de carga avancem.

    Mesmo quando ajudam, costumam funcionar melhor combinadas com exercícios, ajustes de treino e correção de fatores mecânicos.

    Por que o “choquinho” às vezes não resolve sozinho?

    Porque dor e lesão raramente melhoram apenas com um recurso passivo, mesmo quando ele alivia sintomas.

    Sem fortalecimento, mobilidade e reeducação do movimento, o problema pode retornar com a mesma sobrecarga.

    Quando a reabilitação é bem feita, o “choquinho” vira apoio, e o ganho real vem do tratamento ativo.

    Dr. Ulbiramar Correia

    Especialista em ortopedia de joelho, CRM/GO 11552, SBOT 12166 e RQE 7240. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma Esportivo (SBRATE) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

    Artigos relacionados

    Botão Voltar ao topo