Joelho

Cirurgia para artrose no joelho: quando e como fazer

Indicações, tipos de cirurgia para artrose no joelho, riscos, preparo e recuperação. Veja alternativas biológicas e como decidir com segurança.

A cirurgia para artrose no joelho entra em cena quando a dor limita a rotina, o tratamento conservador falhou e a qualidade de vida caiu.

Neste guia prático, produzido pelo COE Ortopedia Goiânia, você entende quando indicar, como cada técnica é feita, os riscos, o preparo e a recuperação, além de opções de medicina regenerativa.

Quando a cirurgia para artrose no joelho é indicada

A decisão é individual. Costuma-se indicar a cirurgia quando há:

  • Dor persistente.
  • Rigidez marcada.
  • Limitação nas atividades de vida diária.
  • Falha de fisioterapia e medicações.
  • Deformidade progressiva ou travamentos com corpos livres.

Exames e avaliação clínica definem a melhor estratégia, alinhada ao perfil e aos objetivos do paciente.

Tipos de cirurgia

As técnicas de cirurgia para artrose no joelho variam em invasividade e objetivo. Algumas preservam a articulação, outras substituem as superfícies danificadas.

A seguir, um panorama claro das opções.

Artroscopia

Procedimento minimamente invasivo que limpa a articulação, retira os fragmentos de cartilagem, menisco solto e corpos livres.

Pode aliviar bloqueios e estalos em casos selecionados de artrose leve, quando há componente mecânico evidente. Não é solução para desgaste avançado.

Osteotomia

Corrige o eixo da perna para redistribuir a carga, aliviando o compartimento mais desgastado.

Indica-se em pacientes mais jovens, ativos e com artrose assimétrica. Pode adiar a necessidade de prótese por vários anos quando bem indicada e reabilitada.

Prótese parcial de joelho

Substitui apenas o compartimento doente, preservando os ligamentos e cinemática próxima do natural.

Exige desgaste localizado e ligamentos íntegros, e a recuperação tende a ser mais rápida em comparação à prótese total.

Prótese total de joelho (artroplastia)

Troca as superfícies articulares por componentes de metal e polietileno. É a opção com maior previsibilidade para artrose extensa com dor intensa e deformidade.

Requer preparo cuidadoso e reabilitação estruturada para recuperar a força, mobilidade e função.

Ablação dos nervos geniculares

Técnica percutânea que interrompe a condução de dor por nervos ao redor do joelho.

Pode reduzir sintomas em pacientes que não podem ou não desejam procedimentos maiores. Costuma ser ponte terapêutica, não reverte o desgaste.

Riscos e complicações possíveis

Todo procedimento tem riscos. Entre os mais citados, destacam-se:

  • Eventos anestésicos.
  • Trombose venosa.
  • Infecção.
  • Rigidez.
  • Sangramento.
  • Lesão nervosa ou vascular.
  • Dor residual.
  • Falha do implante nas artroplastias.

A escolha da técnica, o preparo clínico e a adesão à reabilitação ajudam a reduzir esses eventos.

Como se preparar para a cirurgia

O preparo começa na consulta pré-operatória, com revisão de exames, ajuste de medicações e definição do plano de reabilitação.

Fortalecer quadríceps e glúteos antes da cirurgia acelera o retorno funcional.

Em casa, organize o ambiente, retire obstáculos e planeje apoio nos primeiros dias.

Recuperação e reabilitação: o que esperar

Os objetivos são controlar a dor e inchaço, recuperar a amplitude de movimento e reconstruir a força e marcha.

Após osteotomia, a descarga de peso pode ser liberada de modo progressivo, e no caso da prótese total, a deambulação assistida costuma iniciar cedo, com avanço conforme dor e estabilidade.

Fisioterapia regular, exercícios domiciliares e acompanhamento com a equipe aceleram o ganho funcional.

Medicina regenerativa no joelho: quando considerar

Em estágios iniciais e em lesões focais de cartilagem, técnicas biológicas podem ajudar a controlar dor e estimular reparo tecidual.

A indicação depende do padrão de desgaste, idade, alinhamento e nível de atividade.

Membrana de colágeno

Combina microfraturas com a aplicação de uma matriz de colágeno dupla face, fixada sobre a área lesionada com cola biológica e/ou suturas absorvíveis.

Busca formar um tecido de melhor qualidade sobre o defeito, com protocolo de reabilitação que protege a região nas primeiras semanas.

Mosaicoplastia

Transfere cilindros osteocondrais de uma área de baixo impacto para o defeito condral, preenchendo a falha com enxerto do próprio paciente.

Indica-se para lesões focais, com resultados consistentes quando o eixo da perna e a estabilidade ligamentar estão adequados.

Checklist rápido para decidir

  • Dor diária limita suas tarefas?
  • Fisioterapia, controle de peso e medicações falharam?
  • Existe deformidade progressiva ou travamento do joelho?
  • Suas expectativas estão alinhadas ao que cada técnica oferece?
  • Você está pronto para uma reabilitação comprometida?

Para lhe ajudar a tomar a melhor decisão, agende uma consulta no COE Ortopedia Goiânia e esclareça suas dúvidas com nossos especialistas.

FAQs

Quando a cirurgia para artrose no joelho é realmente necessária?

Quando há dor persistente, perda de função e falha do tratamento conservador, com sinais de desgaste avançado ou deformidade que reduzem a qualidade de vida.

Qual a diferença entre prótese parcial e total de joelho?

A parcial troca apenas o compartimento doente e preserva mais estruturas; a total substitui as superfícies do fêmur e da tíbia, indicada para desgaste difuso ou deformidade importante.

Artroscopia cura artrose no joelho?

Não. A artroscopia alivia sintomas mecânicos como travamento e corpos livres em casos selecionados, porém não reverte o desgaste difuso.

Quais são os riscos mais comuns da cirurgia?

Infecção, trombose, rigidez, dor persistente, falha do implante nas artroplastias e complicações anestésicas. A prevenção inicia no preparo e segue na reabilitação.

Quanto tempo leva a recuperação após prótese de joelho?

A marcha assistida começa cedo. Ganhos consistentes ocorrem nas primeiras 6 a 12 semanas, com evolução funcional ao longo de meses, variando conforme o engajamento na fisioterapia.

Membrana de colágeno e mosaicoplastia substituem a prótese?

São indicadas para lesões focais e estágios iniciais. Em artrose extensa, a prótese segue como opção mais previsível para alívio da dor e correção da deformidade.

Dr. Ulbiramar Correia

Especialista em ortopedia de joelho, CRM/GO 11552, SBOT 12166 e RQE 7240. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma Esportivo (SBRATE) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

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